Há um silêncio dentro de mim
que ecoa nos cantos do meu ser
tão vasto, profundo e profundo
que a boca não consegue conter
Ele cresce, em turbilhão
como se a alma quisesse fugir
um grito preso, sem direção
mas a garganta não sabe ouvir
Eu tento
com palavras pequenas
calar o som que me consome
mas ele ressurge, imenso, urgente
como um mar revoltado que não se esconde
A boca é só um pequeno espaço
onde a verdade se encolhe e se esconde
mas dentro, lá dentro
o grito silencioso se expande
E o que é silêncio senão um eco
que se recusa a ser ouvido?
um desejo que quebra as correntes
e encontra, enfim, o caminho perdido
Por mais que eu tente
não consigo mais calar
o silêncio que mora em mim
que agora começa a falar.
Mário Margaride
19-04-2026

Un profundo y excelente poema.
ResponderEliminarFeliz semana.
Un abrazo.
Obrigado, amiga Amalia, pela leitura e gentil comántário.
EliminarBeijinhos, e bom fim de semana!
Un silenzio che finalmente trova voce, trasformando l’urlo nascosto in una verità che chiede di esistere.
ResponderEliminarUn caro saluto
Obrigado, amiga Silvia, pela leitura e gentil comentário.
EliminarBeijinhos, e bom fim de semana!
Qué bonito, Mario. Me gusta como escribes.
ResponderEliminarEspero que tengas un buen día.
Un abrazo, amigo.
Obrigado, amiga Marisa, pela leitura e gentil comentário.
EliminarBeijinhos, e bom fim de semana!
O poema é um retrato daquela angústia que transborda; quando o silêncio deixa de ser ausência de som e passa a ser uma presença ruidosa, quase física. É como se as palavras fossem pequenas demais para a imensidão do que o poeta sente. Essa transição que descreve — do silêncio que "se encolhe" para o silêncio que "começa a falar" — é o momento em que a alma para de tentar se adaptar ao mundo exterior e exige ser reconhecida por si mesma. É um grito que não precisa de cordas vocais, apenas de coragem para ser sentido.
ResponderEliminarEscrever foi uma forma de deixar esse mar revoltado encontrar a costa?
Sim, escrever é um escape para mim. Principalmente nos momentos de inquietação interior. No fundo, todos nós guardamos silêncios ruidosos, inquietos. Que, com vontade de falar, ficam mudos, presos na garganta. Mas há momentos de gritam. Tal como o mar revoltado esbarra na praia, na costa, numa espécie de alivio apoteótico.
EliminarGosto da forma atenta como lê e interpreta a essência dos meus poemas, amiga Teresa. Como foi foi o caso deste.
Muito obrigado, pela leitura atenta, e comentário que muito apreciei.
Beijinhos, e continuação de boa semana.
É vício de profissão, meu caro poeta.
EliminarProfundidade e beleza nesse poema que fala desse tipo de silêncio... Adorei! abraços, linda semana,chica
ResponderEliminarObrigado, amiga chica, pela leitura e gentil comentário.
EliminarBeijinhos, e bom fim de semana!
Olá lá, amigo Mário, parabéns pelo seu excelente
ResponderEliminarpoema que gostei muito de ler.
Uma ótima continuação de semana, com muita paz.
Abraços, amigo.
Obrigado, amigo Pedro, pela leitura e gentil comentário.
EliminarAbraço amigo, e bom fim de semana!
Trovas do silêncio...
ResponderEliminarGostei muito.
Obrigado, caro João, pela leitura e gentil comentário.
EliminarAbraço, e bom fim de semana!
Hola mi amigo Mario, Cuanta lindura
ResponderEliminarhay en tus letras, te felicito.
Besitos dulces
Siby
Obrigado, amiga Siby, pela leitura e gentil comentário.
EliminarBeijinhos carinhosos, e bom fim de semana!
Un poema excelente donde se disfruta .
ResponderEliminarEn ese silencio que habla.
Feliz semana Mario
Un abrazo
Obrigado, amiga Carmen, pela leitura e gentil comentário.
EliminarBeijinhos, e bom fim de semana!
Caro Mário
ResponderEliminarPalavras que emocionam neste grande poema.
Dizem verdades que calam no fundo do coração.
Muitos parabéns por este momento.
Abraço
Olinda
Obrigado, amiga Olinda, pela leitura e gentil comentário.
EliminarBeijinhos, e bom fim de semana!
Boa tarde Mário,
ResponderEliminarUm poema maravilhoso sobre o silêncio que tantas vez nos habita!
Os ecos do silêncio perturbam-nos, por outro lado também nos ajudam a pensar e a admirar com mais atenção o que nos rodeia.
Podemos calá-lo, como o Poeta fez, deixando-o falar em poesia, bela como esta.
Beijinhos e continuação de boa semana.
Emília
Obrigado, amiga Emília, pela leitura e gentil comentário.
EliminarBeijinhos, e bom fim de semana!
Amigo Mario, boa noite de Paz!
ResponderEliminarHá silêncios que gritam em nós.
Tenha dias abençoados!
Abraços fraternos
Obrigado, amiga Roselia, pela leitura e gentil comentário.
EliminarBeijinhos, e bom fim de semana!
É urgente comunicar.
ResponderEliminarAbraço de amizade.
Juvenal Nunes
Grato, amigo Juvenal, pela leitura e comentário.
EliminarAbraço amigo, e bom fim de semana.
Há sempre algum silêncio que nos grita dentro.
ResponderEliminarE quem bem o poetou!
Beijinhos, amigo Mário!
Obrigado, amiga Fá, pela leitura e gentil comentário.
EliminarBeijinhos, e bom fim de semana!
Profundo e sentido poema.
ResponderEliminarBeijinhos
Obrigado, amiga Maria, pela leitura e gentil comentário.
EliminarBeijinhos, e bom fim de semana!
Ya se puede ver
ResponderEliminarel silencio o desde el silencio
siemrpe estamos cosntruyendo
o reconstruyendo...
abrazo.
Obrigado, amiga Meulen, pela leitura e comentário.
EliminarBeijinhos e boa semana!