No chão árido de seiva
onde as raízes não medram
ervas daninhas se multiplicam
neste chão infestado de ilusões
Árvores caídas
no chão moribundo de esperança
onde as folhas secas do desânimo
voam sem rumo
pelos céus insanos
das inquietantes incertezas
Ventos sopram impiedosos
sobre as frágeis e vulneráveis árvores
já velhas e cansadas
da sua resistência infindável
contra as intempéries da desilusão
Na imensa e abandonada floresta
no chão árido de seiva
choram as sementes do futuro
neste deserto deprimente
onde mora a frustração.
Mário Margaride
14-05-2026




