Há a noite que não dorme
há o sono que desperta
há o sonho que não sonha
há o cansaço que deserta
Há o ruído do silêncio
há a voz da solidão
há o cansaço da inércia
que conduz em contramão
Há a voz da indiferença
há a raiva que se espalha
há o comboio que passa
transportando a escumalha
Há o silêncio que fala
há o grito preso na voz
há a força da esperança
que se ergue dentro de nós.
Mário Margaride
29-06-2026
