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sexta-feira, 24 de abril de 2026

CAMINHOS DA LIBERDADE

  

No cimo da serra

o vento chamava

e a estrada, de pedra

os pés maltratava

 

Cada passo era um grito

calado no chão

cada sombra, um teste

à força do coração

 

A liberdade não nasce

em jardins serenos

nem dança ao abrigo

dos dias amenos

 

Ergue-se na lama

no frio cortante

no medo que avança

no peito constante

 

Há correntes sem ferro

prisões sem muralha

silêncios impostos

batalhas sem batalha

 

E quem a procura

conhece o preço

perder o conforto

recusar o tropeço

 

Muitas vezes parece

miragem distante

um farol escondido

no nevoeiro errante

 

Mas há sempre uma chama

discreta e teimosa

que floresce na rocha

mais árida e pedrosa

 

Liberdade é subida

é corte, é ferida

é cair sete vezes

e escolher a vida

 

É romper com o medo

rasgar a prisão

e seguir, mesmo só

com o sol na mão

 

Porque no fim da estrada

além da montanha

não há ouro, nem trono

nem glória tamanha

 

Há apenas o espaço

de um peito a respirar

e a certeza infinita

de poder caminhar.

 

Mário Margaride

24-04-2026

VIVA O 25 DE ABRIL!

VIVA A LIBERDADE!

1 comentário:

  1. Não é fácil abrir caninho à liberdade! Foui dura a peleia,rs... Linda poesia! Viva a liberdade! ótimo fds! abraços, chica

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