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segunda-feira, 20 de abril de 2026

QUANDO O SILÊNCIO GRITA

 

Há um silêncio dentro de mim

que ecoa nos cantos do meu ser

tão vasto, profundo e profundo

que a boca não consegue conter

 

Ele cresce, em turbilhão

como se a alma quisesse fugir

um grito preso, sem direção

mas a garganta não sabe ouvir

 

Eu tento

com palavras pequenas

calar o som que me consome

mas ele ressurge, imenso, urgente

como um mar revoltado que não se esconde

 

A boca é só um pequeno espaço

onde a verdade se encolhe e se esconde

mas dentro, lá dentro

o grito silencioso se expande

 

E o que é silêncio senão um eco

que se recusa a ser ouvido?

um desejo que quebra as correntes

e encontra, enfim, o caminho perdido

 

Por mais que eu tente

não consigo mais calar

o silêncio que mora em mim

que agora começa a falar.

 

Mário Margaride

19-04-2026


5 comentários:

  1. Un profundo y excelente poema.
    Feliz semana.
    Un abrazo.

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  2. Un silenzio che finalmente trova voce, trasformando l’urlo nascosto in una verità che chiede di esistere.
    Un caro saluto

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  3. Qué bonito, Mario. Me gusta como escribes.
    Espero que tengas un buen día.
    Un abrazo, amigo.

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  4. O poema é um retrato daquela angústia que transborda; quando o silêncio deixa de ser ausência de som e passa a ser uma presença ruidosa, quase física. É como se as palavras fossem pequenas demais para a imensidão do que o poeta sente. Essa transição que descreve — do silêncio que "se encolhe" para o silêncio que "começa a falar" — é o momento em que a alma para de tentar se adaptar ao mundo exterior e exige ser reconhecida por si mesma. É um grito que não precisa de cordas vocais, apenas de coragem para ser sentido.
    Escrever foi uma forma de deixar esse mar revoltado encontrar a costa?

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  5. Profundidade e beleza nesse poema que fala desse tipo de silêncio... Adorei! abraços, linda semana,chica

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