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sábado, 24 de outubro de 2026

DESASSOSSEGO

 

Vivemos em constante desassossego

num universo onde o efémero é constante

e as certezas não existem

nem hoje

nem amanhã

nem doravante

 

Somos um ensaio de incertezas

uma mística de fantasia

um palco de ilusões

 

O desassossego vive em nós

como um ciclone devastador

destruindo os nossos sonhos

as nossas certezas

neste universo constante

de frustrações.

 

Mário Margaride

23-10-2026


3 comentários:

  1. Que não se abra espaço para o desassossego em nós entrar e gostar de morar,rs...
    Linda poesia!
    abraços praianos,chica

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  2. Witaj Mario.
    Bardzo podoba mi się Twój wiersz. Wszechświat niepokoju i frustracji to jedyna stała naszego istnienia, ale mimo wszystko i tak warto żyć!
    Pozdrawiam serdecznie i życzę Ci dobrego weekendu. 🍂🍁

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  3. Poema que reflete a nossa fragilidade perante a impermanência do mundo, sublinhando que o desassossego e a falta de certezas são inerentes à condição humana.
    Historicamente, esta angústia existencial não é nova. Fernando Pessoa foi profundamente invadido por este mesmo desassossego, transformando a sua própria tempestade interna e a incapacidade de encontrar certezas no motor da sua escrita, em particular através do seu heterónimo Bernardo Soares no Livro do Desassossego.

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