Há mãos que nunca vemos
mas que movem multidões
tecem sonhos e receios
governam mentes e nações
Vestem mantos de esperança
erguem bandeiras de salvação
prometem luz, justiça e mudança
enquanto moldam cada opinião
Nos altares e tribunas
entre púlpitos e palanques
nascem verdades oportunas
que erguem muros como tanques
A fé, quando é liberdade
faz do espírito um jardim
mas
presa à falsa verdade
transforma o homem num fim
A política, quando é serviço
faz florescer a cidadania
mas
rendida à sede do poder
cria ilusão e tirania
E assim caminham lado a lado
dogmas, lemas e ilusões
cada qual, por seu legado
reclamando as convicções
Pois todo o poder deseja
que ninguém ouse pensar
prefere um povo que veja
apenas o que lhe ensinar
Mas há uma chama discreta
imune à manipulação
a consciência desperta
livre de qualquer prisão
Que essa luz jamais se apague
mesmo em tempos de opressão
porque só o pensamento livre
quebra os fios da submissão
E é quando o homem pergunta
em vez de apenas aceitar
que a verdade se levanta
e começa, enfim, a libertar!
Mário Margaride
26-06-2026

Esse poema capta perfeitamente a essência do pensamento crítico, da filosofia e da emancipação humana. Ela mostra que a aceitação passiva funciona como uma prisão invisível, enquanto a dúvida é a chave para a liberdade.
ResponderEliminarMagnífico poema!!.
ResponderEliminarUn abrazo.
Boa tarde Mário,
ResponderEliminarUm poema magnífico!
Pena que tantas guerras tenham origem em países cujos governantes misturam politica com religião!
Falsa fé em que a ganância se sobrepõe aos Deuses.
Beijinhos e muita paz.
Bom fim de semana.
Emília