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sexta-feira, 15 de maio de 2026

NO CHÃO ÁRIDO DE SEIVA

  

No chão árido de seiva

onde as raízes não medram

ervas daninhas se multiplicam

neste chão infestado de ilusões

 

Árvores caídas

no chão moribundo de esperança

onde as folhas secas do desânimo

voam sem rumo

pelos céus insanos

das inquietantes incertezas

 

Ventos sopram impiedosos

sobre as frágeis e vulneráveis árvores

já velhas e cansadas

da sua resistência infindável

contra as intempéries da desilusão

 

Na imensa e abandonada floresta

no chão árido de seiva

choram as sementes do futuro

neste deserto deprimente

onde mora a frustração.

 

Mário Margaride

14-05-2026




3 comentários:

  1. Poema belo e triste e com tanto de realidade,infelizmente... Há tantas sementes que parecem chorar sem esperanças... abraço, lindo fds! chica

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  2. Profundo, nostálgico e sublime poema.
    Neste mundo de ilusões, dor, desanimo e de incertezas, é difícil manter sementes de esperança.
    Beijinhos e um excelente fim de semana

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  3. Querido Mario, precioso y triste poema.
    Es una delicia leerte Poeta
    Que pases un hermoso y feliz fin de semana
    Besitos y todo mi cariño

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