Há culpas que não gritam
não quebram nada
não deixam marcas visíveis
Sentam-se quietas ao nosso lado
e perguntam, baixinho
“E se?”
É a culpa do silêncio
quando a voz era necessária
do abraço que ficou nos braços
do “fica” engolido
do “eu te amo” adiado
até ser demasiado tarde
Culpa estranha essa
que não nasce do erro
mas da ausência
Do passo que não demos
por medo do chão
do risco que evitámos
para salvar uma paz
que nunca foi inteira
Ela pesa de forma diferente
não dói no momento
dói depois
Dói quando o tempo passa
e percebemos
que não fazer
também foi uma escolha
Carregamos fantasmas
do que poderíamos ter sido
do que quase dissemos
do que quase salvámos
do que quase fizemos
Talvez viver seja isso
aprender que a culpa maior
não é cair
mas nunca ter tentado voar.
Mário Margaride
25-01-2026
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Extraña culpa esta
ResponderEliminarEso no nace del error
pero de la ausencia...
¡Qué bonito, Mario! Tienen mucha razón de ser estos versos.
Un abrazo y feliz lunes.
Olá, Marisa
EliminarMuito obrigado, pela leitura e gentil comentário.
Beijinhos e ótimo dia!
A culpa que não se vê nasce da ausência e do que não dissemos | fizemos. Não é o erro que dói, mas aquilo que ficou por fazer. Viver é aceitar que a responsabilidade não está em cair, mas em não ter tentado voar.
ResponderEliminarBoa noite 😘
Olá, amiga Teresa
EliminarMuito obrigado, pela leitura e gentil comentário.
Beijinhos e ótimo dia!
Amigo Mário, boa noite de Paz!
ResponderEliminarCarregamos culpas inúteis, muitas vezes.
Já outras, são pertinentes e precisamos nos redimir ou retratar.
Uma temática poética de "gente grande ".
Tenha dias novos abençoados!
Abraços fraternos
Olá, amiga Roselia!
EliminarMuito obrigado, pela leitura e gentil comentário.
Beijinhos e ótimo dia!
A duvida do "E SE" é foooooooooogo.... Adorei tuas colocações em versos! Bela poesia. Linda tua participação lá no sementes,obrigadão! abraços, ótima semana, chuica
ResponderEliminarOlá, amiga chica.
EliminarMuito obrigado, pela leitura e gentil comentário.
Beijinhos e ótimo dia!
Mario, hermoso poema, el que no arriesga no gana.
ResponderEliminarHay que intentarlo todo, aunque nos equivoquemos.
Es una delicia leerte Poeta
Que tengas días maravillosos
Besos Mario
Olá, amiga Mathilde.
EliminarMuito obrigado, pela leitura e gentil comentário.
Beijinhos e ótimo dia!
Profundo poema uno se arrepiente de lo que no hace. Te mando un beso.
ResponderEliminarOlá, amiga Alex.
EliminarMuito obrigado, pela leitura e gentil comentário.
Beijinhos e ótimo dia!
Un testo che racconta il rimorso più sottile e devastante: quello dell’assenza, delle parole e dei gesti non osati, che non feriscono subito ma tornano a pesare col tempo.
ResponderEliminarUn saluto
Olá, amiga Silvia.
EliminarMuito obrigado, pela leitura e gentil comentário.
Beijinhos e ótimo dia!
Excelente, meu amigo, excelente ...essa culpa , por vezes, dói muito, sim !
ResponderEliminarTe abraço com carinho e amizade, tudo de bom .
Olá, amiga São.
EliminarMuito obrigado, pela leitura e gentil comentário.
Beijinhos carinhosos e ótimo dia!
Muy buen poema lleno de profundidad.
ResponderEliminarUn abrazo.
Obrigada, amiga Amalia, pela leitura e comentário.
EliminarBeijinhos e bom fim de semana.
Mário, o teu poema toca fundo. Fala daquela culpa silenciosa que não nasce do erro, mas do medo — de não dizer, de não amar, de não ousar. Mostras com delicadeza que a vida se constrói tanto pelo que fazemos como pelo que deixamos de fazer. Essa dor mansa do “quase” todos a conhecemos: o abraço que ficou suspenso, a palavra que não saiu a tempo. No fim, percebo contigo que viver é arriscar, que a verdadeira queda é nunca tentar voar. Há nestes versos uma coragem serena e uma humanidade que comovem.
ResponderEliminarSaludos
Obrigada, amigo Joselu, pela leitura e comentário.
EliminarAbraço e bom fim de semana.
Querido amigo Mario, tú poema es intenso y profundo. Quiebra el alma como un silencio que te aplasta.
ResponderEliminarA veces la vida nos sorprende sobremanera.
Un abrazo
Obrigada, amiga Nuria, pela leitura e comentário.
EliminarBeijinhos e bom fim de semana.
O tempo é implacável e não devemos desperdiçá-lo com arrependimentos.
ResponderEliminarNova tirinha publicada. 😺
Abraços 🐾 Garfield Tirinhas Oficial.
Grato, caro Garfield Tirinhas, pelo comentário.
EliminarAbraço e bom fim de semana!
É verdade, a vida é um rol de lamentações do que poderíamos ter feito.
ResponderEliminarAbraço de amizade.
Juvenal Nunes
Olá, amigo Juvenal.
EliminarMuito obrigado, pela leitura e comentário.
Bom fim de semana!
Abraço de amizade.
Bom dia, Mário, retornando devagar. Linda e verdadeira poesia. A culpa normalmente nasce do que deixamos de fazer; até na desculpa que não demos. Muito show! Luz e paz
ResponderEliminarBoa tarde, amiga Sonya.
EliminarMuito obrigado, pela leitura e gentil comentário.
Beijinhos e bom fim de semana!
Boa noite, meu amigo Mario,
ResponderEliminarQue poema profundo…
Você expressa tão bem a culpa silenciosa,
os "quase" e as escolhas não feitas,
esses fantasmas que nos pesam sem deixar cicatriz.
Obrigada por essas palavras que tocam o coração e nos encorajam a ousar, mesmo que timidamente.
Tenha uma boa noite, meu amigo.
Um beijo perfumado das minhas flores celestiais
Veronique
Boa tarde, amiga Veronique.
EliminarMuito obrigado, pela leitura e gentil comentário.
Beijinhos e bom fim de semana!
Olá, amigo Mário, belíssimo poema, você foi no ponto, quantas vezes sentimos certa culpa e que na verdade não tem razão de existir? Há gente que se sente tão mal que parece que está se massacrando, uma culpa sem razão alguma!
ResponderEliminarBelíssimo poema a navegar pelos sentimentos humanos.
Adorei, e o final, fechou com chave de ouro!
"Talvez viver seja isso
aprender que a culpa maior
não é cair
mas nunca ter tentado voar."
Beijo, amigo, muita paz por aí.
Boa tarde, amiga Tais.
EliminarMuito obrigado, pela leitura e gentil comentário.
Beijinhos e bom fim de semana!
Olá, amigo Mario, um poema magnífico, que gostei
ResponderEliminarmuito de ler.
Parabéns, Poeta!
Uma boa semana,
Abraços.
Boa tarde, amigo Pedro.
EliminarMuito obrigado, pela leitura e gentil comentário.
Abraço e bom fim de semana!
Um poema sublime!
ResponderEliminarAs culpas assolam por vezes o nosso pensamento e inquietam o coração.
Beijinhos
Boa tarde, amiga Maria.
EliminarMuito obrigado, pela leitura e gentil comentário.
Beijinhos e bom fim de semana!
Mario, o teu poema é uma lucidez que dói e desperta. Mostras como o ruído da estupidez ocupa o espaço onde o bom senso respira em silêncio. As tuas palavras têm o ritmo sereno da razão que não desiste, mesmo quando parece inútil argumentar. Há ternura na forma como descreves a resistência: pequena, discreta, mas viva. Esse “olhar atento” e essa “pausa antes do julgamento” são hoje gestos de coragem. Que bom ler-te, porque lembras que o pensar — mesmo cansado — ainda pode florescer entre as ruínas do grito.
ResponderEliminarAbraço
Sabio pensar...
ResponderEliminara mi ver la culpa de nada sirve , quien se mete en ella
se estanca para siempre...nada bueno
puede crecer de la culpa...solo incertezas...
el alma debe saber descansar...
abrazos.