As vagas rebentam
na praia da ignorância
onde a estupidez as espera sorridente
com uma intensa dose de satisfação
Olhos vesgos se arregalam
contemplando as ilusões que os esperam
nos muros pintados de insensatez
A nudez da vergonha se expõe
à mesquinhez desmedida
da ignorância desenhada no rosto
dos comedores de ilusões
As vagas rebentam
na praia prenha, de camaleões.

Infelizmente há muitos que só preferem e decidem navegar ou se banhar nas praias da arrogância e ignorância... Linda tua poesia! Ótima semana! abraços, chica
ResponderEliminarMuchos arrogantes por la tierra, mar y aire.
ResponderEliminarDese siempre y ahora.
Un poema hermoso.
Feliz semana Mario.
Un abrazo
E esses são ferozes, meu amigo Mário.
ResponderEliminarA força dos teus versos faz-me entrar em profunda reflexão e dizer: em que mundo vivemos!
Forte abraço do Duarte
La estupidez siempre espera sonriendo, satisfecha, en la playa de la ignorancia....¡genial, Mario! ¡Bravo!
ResponderEliminarUn abrazo fuerte, amigo.
Feliz día.
Adorei o poema. Obrigada!
ResponderEliminar-
Este Abril... .
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Beijos e uma excelente semana.
Olá, amigo Mário, gostei muito desse seu excelente poema,
ResponderEliminarpoema inspirado e escrito com maestria!
Parabéns!
Uma boa semana, amigo.
Grande abraço.
Esse é um retrato visceral da alienação.
ResponderEliminarA sua escrita carrega uma densidade crítica que lembra o Expressionismo, onde a realidade é deformada para revelar uma verdade mais profunda e, muitas vezes, incómoda. Alguns pontos que saltam da sua composição: A "Praia da Ignorância": O uso do mar como algo que rebenta sugere um ciclo contínuo. A ignorância não é estática; ela é alimentada por ondas constantes de desinformação ou falta de senso crítico. A Estupidez Sorridente: Essa é a imagem mais forte. É a ideia da "felicidade ignorante" onde quanto menos se sabe, mais satisfeito se está com o próprio repertório limitado. Os Comedores de Ilusões: Define bem uma sociedade que prefere o conforto de uma mentira colorida “muros pintados de insensatez” ao rigor da realidade nua. O fechamento com a "praia prenha, de camaleões" sugere a volatilidade do carácter e a facilidade com que as pessoas mudam de cor para se adequar ao ambiente medíocre, apenas para sobreviver.