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segunda-feira, 13 de abril de 2026

VAGAS DE ESTUPIDEZ

 

As vagas rebentam

na praia da ignorância

onde a estupidez as espera sorridente

com uma intensa dose de satisfação

 

Olhos vesgos se arregalam

contemplando as ilusões que os esperam

nos muros pintados de insensatez

 

A nudez da vergonha se expõe

à mesquinhez desmedida

da ignorância desenhada no rosto

dos comedores de ilusões

 

As vagas rebentam

na praia prenha, de camaleões.

 

Mário Margaride

7 comentários:

  1. Infelizmente há muitos que só preferem e decidem navegar ou se banhar nas praias da arrogância e ignorância... Linda tua poesia! Ótima semana! abraços, chica

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  2. Muchos arrogantes por la tierra, mar y aire.
    Dese siempre y ahora.
    Un poema hermoso.
    Feliz semana Mario.
    Un abrazo

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  3. E esses são ferozes, meu amigo Mário.
    A força dos teus versos faz-me entrar em profunda reflexão e dizer: em que mundo vivemos!
    Forte abraço do Duarte

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  4. La estupidez siempre espera sonriendo, satisfecha, en la playa de la ignorancia....¡genial, Mario! ¡Bravo!
    Un abrazo fuerte, amigo.
    Feliz día.

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  5. Adorei o poema. Obrigada!
    -
    Este Abril... .
    -
    Beijos e uma excelente semana.

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  6. Olá, amigo Mário, gostei muito desse seu excelente poema,
    poema inspirado e escrito com maestria!
    Parabéns!
    Uma boa semana, amigo.
    Grande abraço.

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  7. Esse é um retrato visceral da alienação.
    A sua escrita carrega uma densidade crítica que lembra o Expressionismo, onde a realidade é deformada para revelar uma verdade mais profunda e, muitas vezes, incómoda. Alguns pontos que saltam da sua composição: A "Praia da Ignorância": O uso do mar como algo que rebenta sugere um ciclo contínuo. A ignorância não é estática; ela é alimentada por ondas constantes de desinformação ou falta de senso crítico. A Estupidez Sorridente: Essa é a imagem mais forte. É a ideia da "felicidade ignorante" onde quanto menos se sabe, mais satisfeito se está com o próprio repertório limitado. Os Comedores de Ilusões: Define bem uma sociedade que prefere o conforto de uma mentira colorida “muros pintados de insensatez” ao rigor da realidade nua. O fechamento com a "praia prenha, de camaleões" sugere a volatilidade do carácter e a facilidade com que as pessoas mudam de cor para se adequar ao ambiente medíocre, apenas para sobreviver.

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