Em cada esquina do silêncio
suspiram ecos antigos
gritos que não ousaram nascer
que ficaram presos nas gargantas
nas sombras do olhar
O silêncio
esse peso invisível
se espalha como nevoeiro
pesado, cortante
quase imortal
Mas por trás dele
se esconde a indignação
que nos fura a pele
com farpas de um grito mudo
É o olhar que não se cruza
a palavra que não se diz
o abraço que não se dá
Tudo isso se acumula
como um veneno que devora
em pequenas doses
afogando o que resta da dignidade
E a alma
em silêncio, geme
o corpo sente a agonia
de um eco que não cessa
de um vazio que corrói
mais do que qualquer palavra dita
O silêncio é uma sentença
uma cárcere sem muros
E o mais inquietante
é saber que ele fala
sempre fala
mas ninguém ouve.
Mário Margaride
05-04-2026

Me gustan mucho estos versos:
ResponderEliminarEl silencio
Este peso invisible
se extiende como niebla
Pesado, cortante
Casi inmortal
Un abrazo, Mario.
Feliz día.
Necesito tu apoyo a mi última entrada.
Olá, Marisa.
EliminarMuito obrigado, pela leitura e gentil comentário.
Beijinhos, e ótimo dia!
Lindo,Mário e o silêncio realmente fala, chega a gritar..Basta saber "ouvir"! Adorei! abraços, linda semana, chica
ResponderEliminarOlá, chica.
EliminarMuito obrigado, pela leitura e gentil comentário.
Beijinhos, e ótimo dia!
O poema explora o silêncio como peso opressor e fonte de angústia. O silêncio não é apenas ausência de som, mas presença ofegante que distancia pessoas: ecos antigos, gritos mudos, olhares que não se cruzam, abraços que não se dão. Há uma acumulação de trauma e indignação que se infiltram na pele, transformando-se em veneno que corrói a dignidade. O silêncio funciona como sentença, cárcere sem muros, onde se sabe que se fala, mas ninguém ouve. O tema central é a repressão da expressão e o impacto emocional de não ser ouvido.
ResponderEliminarQue a sua semana seja também excelente, repleta de serenidade e momentos positivos.
Olá, amiga Teresa.
EliminarComo sempre, um comentário muito bem elaborado e assertivo, sobre a mensagem contida no poema.
Muito obrigado, pela leitura e gentil comentário.
Beijinhos, e ótimo dia!
Profundo poema hay silencios que matan. Te mando un beso.
ResponderEliminarOlá, Alex.
EliminarMuito obrigado, pela leitura e gentil comentário.
Beijinhos, e ótimo dia!
Querido Mario, hermoso poema, a veces el silencio es aterrador pero otras es encontrase con uno mismo.
ResponderEliminarEs una delicia leerte.
Que tengas un precioso día.
Besitos Poeta
Olá, amiga Mathilde .
EliminarMuito obrigado, pela leitura e gentil comentário.
Beijinhos carinhosos e ótimo dia!
Un’analisi potente e amara di come il silenzio, quando diventa omissione e indifferenza, riesca a ferire più profondamente di qualsiasi parola, trasformandosi in una prigione dell'anima che grida senza essere ascoltata.
ResponderEliminarUn saluto
Olá, amiga Silvia.
EliminarMuito obrigado, pela leitura e gentil comentário.
Beijinhos, e ótimo dia!
Amigo Mário, boa tarde pascal!
ResponderEliminarQuano o olhar não se curza, tudo fica tênue, sem conexão.
Tenha disa abençoados!
Abraços fraternos
Olá, amiga Roselia!
EliminarMuito obrigado, pela leitura e gentil comentário.
Beijinhos, e bom fim de semana!
With a small child at home and 5 difficult cats, a moment of silence. LoL
ResponderEliminarBut this inner silence that the poet friend reveals is truly unsettling.
(ꈍᴗꈍ) Poetic and cinematic greetings.
Olá, amiga Theda!
EliminarMuito obrigado, pela leitura e gentil comentário.
Beijinhos, e bom fim de semana!
Olá, amigo Mário, o silêncio, tema desenvolvido com
ResponderEliminarmaestria e que gostei muito de ler.
Parabéns, Poeta!
Votos de uma boa semana.
Grande abraço.
Olá, amigo Pedro!
EliminarMuito obrigado, pela leitura e gentil comentário.
Agraço forte, e bom fim de semana!
Boa tarde Mário,
ResponderEliminarUm poema muito profundo, sobre o silêncio da alma e do coração, que faz doer!
Gostei muito.
Beijinhos e continuação de uma boa semana.
Emília
Boa tarde Emília.
EliminarMuito obrigado, pela leitura e gentil comentário.
Beijinhos, e bom fim de semana!
Claro el silencio interpela
ResponderEliminarpor eso incomocda
y se quiere más al ruido...
Olá, amiga Meulen!
EliminarMuito obrigado, pela leitura e gentil comentário.
Beijinhos, e bom fim de semana!
O silêncio foi banido da sociedade actual e é uma pena , porque nele existe o encontro connosco mesmos.
ResponderEliminarTe abraço com estima e voto de bom descanso, meu amigo.
Olá, amiga São.
EliminarÉ verdade, estimada amiga. E é uma pena mesmo.
Muito obrigado, pela leitura e gentil comentário.
Beijinhos carinhosos, e bom fim de semana!
Profundo e sentido poema.
ResponderEliminarHá silêncios que iluminam e outros que destroem.
Beijinhos
Olá, amiga Maria!
EliminarMuito obrigado, pela leitura e gentil comentário.
Beijinhos, e bom fim de semana!
Gosto do silêncio, mas não dos silêncios, algo trazem!
ResponderEliminarBelo poema, que narra experiências cheias de sentido, quando nos rodeia esse silêncio não desejado.
Grande abraço
Assim é amigo Duarte.
EliminarMuito obrigado, pela leitura e gentil comentário.
Abraço forte, e bom fim de semana!
Aquilo que não se diz mas se sente com muita
ResponderEliminarveemência é algo que nos perturba e que dói.
Se conseguíssemos ser claros e objectivos
e honestos talvez fosse melhor para os nossos
sentimentos e nossa saúde mental.
Bom fim-de-semana, caro Mário.
Abraços
Olinda
Obrigado, amiga Olinda, pela leitura e gentil comentário.
EliminarBeijinhos e bom fim de semana!