Há um rumor dentro do peito
que nunca aprende a calar
é feito de perguntas sem dono
de vontades que se negam a ficar
Queremos ficar, mas fugimos
queremos fugir, mas tememos sair
amamos a luz da certeza
mas é no escuro que insistimos existir
Cada passo carrega dois pesos
o medo do erro, o tédio do certo
Construímos abrigos de ideias
mas dentro de nós
os achamos estreitos demais
Somos feitos de “quase”
de promessas que tremem no ar
o que somos agora nos cansa
o que seremos nos faz hesitar
E assim, entre o sim e o talvez
vivemos em constante colisão
uma alma puxada por opostos
aprendendo a respirar na contradição.
Mário Margaride
15-01-2026

Entre o sim o talvez e os QUASES vivemos nossos dias...Que saibamos sempre bem escolher! abraços, lindo fds! chica
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