Meu corpo...
jaze inerte no silêncio
no chão, vazio de mim
nas cinzas que restam de nós
me evaporo...
minha sede...
secou-me a boca
ansiosa dos teus beijos
meu sangue gelou
sem o teu calor
meu corpo...
despido de existência
jaz inerte no silêncio
no chão, vazio de mim.
Mário Margaride




