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sexta-feira, 23 de abril de 2021

OUTROS VENTOS


Quanta tristeza me invade o coração

Quanta amargura azeda a minha alma

Quanta melancolia me ofusca a emoção

Quanta raiva me invade, em vez de calma!


Quanto silêncio de raiva ficou mudo

Por não ter palavras para dizer

Faltam vogais consoantes falta tudo

Que na garganta a dor, teima em conter!


Neste pranto, nesta angústia, nesta dor

Navego eu perdido em alto Mar

Nas vagas à deriva, e a seu sabor

Sem vislumbrar um cais, onde aportar


Porém tento seguir outros caminhos

Outros rumos, outros ventos, outros mares

Viajarei em turbilhão sempre sozinho

Até que o vento me leve, a outros ares...


Mário Margaride 


28 comentários:

  1. Oi querido amigo Mário o poema um pouco triste mas muito lindo ...ameiiiiiii ler ...
    Com carinho feliz noite e um maravilhoso fim de semana !
    Bjinhos

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    1. Olá, Cris!
      Muito Obrigado, pelo teu simpático comentário...
      Para ti também, um noite feliz e ótimo fim de semana!

      Beijinhos carinhosos...

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  2. Gostei bastante do poema, em que o Mário surge, mais uma vez, bastante inspirado.
    Abraço de poética amizade.
    Juvenal Nunes

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    1. Olá, amigo Juvenal!
      Muito Obrigado, pela visita e gentil comentário.
      É sempre um prazer recebê-lo aqui no meu cantinho.

      Abraço, e ótimo feriado!

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  3. As vezes deixar a dor fluir é o mais certo a fazer.
    Bom sábado Mário.

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    1. Olá, Vall!
      Assim é minha amiga.
      Obrigada, pela visita e comentário.

      Beijinhos e bom domingo!

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  4. É muito bonito o teu poema gostei muito sobretudo tem um mar um beijinho e um bom sábado.

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    1. Olá, Natércia!
      Obrigada, pelo simpático comentário.
      É sempre um prazer ter-te aqui no meu cantinho.

      Beijinhos e feliz domingo!

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  5. Un poema que me fai lembrar aos poetas románticos, con esa melanconía que o cubre tudo e o leva por mares tempestuosos, en navíos solitarios e destinos incertos.
    É um excelente poema, mas deija um pouco de tristeça ao seu passo. São os seus sentimentos que buscan redenção na poesía.
    Desejo que passe um bo fin de semana, que pense bonito.
    Obrigada,bpela sua visita.
    Beijinho, Mario

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    1. Olá, Beatriz!
      É como dizes minha amiga. Outros ventos, outros caminhos de calmaria chegarão...

      Muito Obrigado, pela visita e gentil comentário.

      Beijinhos e bom domingo!

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  6. Gostei muitissimo, mesmo!

    Abraço, bom fim de semana

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    1. Olá, São!
      Muito obrigado, pelo comentário.

      Beijinhos e bom domingo!

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  7. Los sentimientos que navegan por mares bravios cuando la tristeza embarga los dias. Magníficas e intensas letras . Un abrazo grande.

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    1. Hola, hanna!
      Muchas gracias por tu visita e gentil comentário.
      É siempre um prazer ter-te aqui no meu cantinho.

      Besos de carinho

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  8. Amigo Mário,
    Um belo poema, mas que navega em águas turbulentas, com as velas esfarrapadas ao vento.
    Outros ventos virão decerto, esse mar voltará a serenar e as velas enfunarão.

    Um beijinho, e continuação de bom fim de semana.

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    1. Olá, amiga Fê!
      Por certo que sim. Outros ventos e outras marés virão...

      Muito Obrigado, pela visita e gentil comentário.
      É sempre um prazer recebê-la aqui no meu cantinho...

      Beijinhos e bom domingo!

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  9. Olá Mario, tanta melancolia e tristeza  no teu lindo poema !
    um dia encontrarás um porte-abrigo deixa passar a tempestade, depois voltará tempos mais calminhos  
    Eu estou bem, espero que tu também...

    Beijinhos

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    1. Olá, Lena!

      Sim, estou bem, obrigada. E pelos vistos tu também.
      Isso é que é importante.
      Claro que sim minha amiga. Outros ventos e outras marés virão.

      Obrigado, pelo teu simpático comentário.

      Beijinhos e bom domingo!

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  10. Nostálgico e belo poema.
    Que os ventos nos levem sempre, até um porto tranquilo e seguro.
    Bom fim de semana
    Beijinhos

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    1. Olá, amiga Maria!
      Por certo que sim. Outros ventos e outras marés virão...
      Muito Obrigado, pela visita e gentil comentário.

      Beijinhos e bom domingo!

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  11. Estimado amigo Mário!

    Saúde, acima de tudo, é o que lhe desejo e inspiração com boa disposição. Estes seus mais recentes poemas têm sido tristonhos, mas eu compreendo que, de vez em qdo, nos lembramos de acontecimentos passados, que foram tristes e nos desgastaram. Um divórcio é sempre culpa do homem e da mulher, portanto, já passaram 14 anos e a vida tem de seguir e está seguindo, felizmente. Passado é passado e os filhos ajudam a esquecer, acho eu, k os não tenho. Os homens ficam sempre mais abatidos que as mulheres com o divórcio, embora refaçam a vida amorosa quase sempre. Nunca pensou nisso?

    "Outros Ventos" virão, não tenha dúvidas, porque o mal não está sempre atrás da porta, como vulgarmente dizemos. Eu sei que com o avançar da idade e, salvo raras exceções, tudo vem à mente, sobretudo as coisas menos boas, mas façamos por afastar esses pensamentos maus.

    Gosto dos seus poemas, deste mais do que do anterior, e a escrita é uma forma de desabafo. Há sempre algo relacionado connosco, quer digam, quer não digam naquilo que escrevemos.

    Então, mas gosta mais de louras ou morenas? Não me respondeu, lembra-se? Bem, também só responderá se desejar. Eu prefiro os homens de cabelos e olhos claros.

    Embora a imagem k escolheu esteja de acordo com o "baloiçar" do seu poema, não gostei da imagem, pke detesto mar e barcos, também. Gosto de grandes navios, mas em terra -rs rs rs.

    Não fez referência ao vídeo k coloquei no meu blogue no comentário. Não domina a Língua Francesa? Pois, creio que não era disciplina do Curso Industrial. A canção diz que "eu" quero a minha vida na "tua", com todas as consequências que isso possa ter. É uma bonita canção de amor interpretada por Lara Fabian, que decerto já ouviu falar.

    Beijos e bom domingo.

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    1. Olá, amiga Céu!
      Sim, é verdade. Estes últimos poemas são efetivamente datados. Não foram escritos no presente. Têm o seu contexto. Achei que os devia publicar nesta altura. É que, curiosamente, refletem de certa forma o meu sentir atual.
      Aí está o motivo pelo qual os publiquei.

      Quanto à resposta por dar em relação a louras ou morenas. A resposta é simples: é me indiferente. Gosto de mulheres. Sejam elas louras, morenas, altas ou baixas.

      Em relação ao vídeo no seu post. Não, não sei francês. Mas gosto da música.

      Muito Obrigado, pelo comentário assertivo, como sempre.
      É sempre um prazer recebê-la aqui no meu cantinho.

      Beijinhos e bom domingo!

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  12. Um poema forte que inspira aflição, comiseração e inquietude...
    É usual estar desesperado, mas sentir raiva é um contrasenso, pela inutilidade...
    Eu nunca 'choro sobre leite derramado' e depois de tomar esta decisão inabalável, evitei muitos desgostos.

    Finda a leitura, apetece dizer ao eu poético -- 'depois da tempestade vem a bonança.'
    Veemente, sofrido, mas um grande poema.
    Que lhe sobrem muitas alegrias a si, amigo. Beijinhos
    ~~~~~~~~~~

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    1. Olá, amiga!
      Como disse no comentário em cima, da amiga Céu. Estes últimos poemas são datados. Foram escritos num determinado contexto. Onde as minhas emoções e sentimentos eram estes.
      Hoje, embora num outro contexto, me senti um pouco na mesma situação. Por isso os publiquei.

      Não se trata de "chorar sobre leite derramado". o passado é passado. Nada o vai mudar. Mas senti necessidade de divulgar poemas mais antigos que me marcaram. Apenas e só minha amiga.

      Com certeza, que depois da tempestade vem a bonança.
      Mas essa tempestade já tem muitos anos. Agora espero a bonança...

      Agradeço, a sua visita e gentil comentário...

      Beijinhos e boa semana!

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    2. Não sabia wue se referia a si. Nem sempre os poemas são biográficos...

      A Taís já cá veio. Mal vê alguém novo nos meus comentários...
      Eu tive necessidade de renovar a minha 'Lista de Afinidades', gosto de boas amizades, mas não ligo a estatísticas...

      Tudo bom, Mário. Beijinhos
      ~~~

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    3. Sim, é verdade. Nem todos os poemas são biográficos.
      Mas neste caso, são.
      Aliás, a poesia, na minha conceção, é um estado emocional. Um olhar sobre o que o rodeia, e sobre si próprio.
      É desta forma que concebo a poesia.

      Sim, a Tais passou por aqui. Foi a primeira vez que comentou.
      Pois...a amiga saberá como gerir a sua lista de Afinidades, como lhe chama.

      Tudo de bom, igualmente para si, Majo. Beijinhos.

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