TODOS OS TEXTOS AQUI POSTADOS TÊM DIREITOS DE AUTOR. É EXPRESSAMENTE PROIBIDO COPIAR OU COLAR QUALQUER TEXTO AQUI EXPOSTO SEM O CONSENTIMENTO DO AUTOR.

segunda-feira, 28 de junho de 2021

COBRE-ME DE BEIJOS E ABRAÇOS


Quero que me cubras, com versos fascinantes

que não ofusquem os carinhos que me dás

e ponham brilho naqueles instantes

em que te quero, aqui, mas não estás.


Serão sinais visíveis, realçantes

da tua presença, que tanto bem me faz

imaginar de quando, juntos e amantes

criamos tempo, já que o tempo é fugaz.


Toma-me nu e simples como sou

cobre-me com teus beijos e abraços

que são as minhas “palavras” preferidas.


É o que quero em troca do que dou

quando então, livres de embaraços

fundiremos, numa só, as nossas vidas.


Mário Margaride 


sexta-feira, 25 de junho de 2021

AS FENDAS SURGEM


As fendas surgem

na encosta montanhosa

onde a montanha nos abraça

e nos engole no seu seio


São caminhos íngremes

desbravados pelo vento

que sopra desordenado

fustigando a nossa pele

que arde de dor... 

e desalento


As fendas surgem

na encosta montanhosa

onde a água se entranha

formando uma enorme torrente

onde lavamos sem parar...

as feridas da inquietação.


Mário Margaride




quarta-feira, 23 de junho de 2021

DESVARIOS


No silêncio da noite... 

repousa cansado o nosso corpo

consumido pelo insano stress 

deste imenso mar de inquietações 


Nos braços aconchegantes do sono 

deixamo-nos transportar pela nossa mente

para o torpor dos nossos sonhos 

que se escondem e levitam

na quimera das fantasias 

no universo das ilusões 


No silêncio da noite... 

a mente se entrega e nos eleva

para o patamar mais alto

dos nossos desvarios 

e das nossas emoções. 


Mário Margaride 


domingo, 20 de junho de 2021

RECORDO


Recordo... 

as nossas aventuras

os caminhos que percorremos

os mares que navegamos

os desertos que atravessamos

e tudo quanto sonhamos

em busca da felicidade.


Recordo...

as noites escuras

em que foste o luar

na minha escuridão.


Recordo... 

os dias tristes

em que foste o meu sorriso

o meu doce paraíso

o ombro para eu chorar.


E quando perdido

pensando que mais nada me restava

foste o meu chão

a minha estrada... 

onde pude caminhar.


Mário Margaride