Quando o mundo pesa nos ombros
e a noite parece não ter fim
quando o vento frio da perda
atravessa a alma assim
há algo que insiste
pequeno como chama em brasa
mas firme como raiz antiga
que rompe o chão e não se arrasa
é a esperança
Ela não grita
não vence pela força
não impede a tempestade
mas ensina o coração a ficar
E quando tudo é cinza e ruína
quando os sonhos parecem pó
surge o amor, silencioso
segurando o que restou de nós
Amor que costura feridas
com mãos invisíveis e pacientes
que transforma lágrimas em rios
capazes de seguir em frente
Amor que é abrigo no inverno
que é pão repartido na escassez
que é presença quando tudo falta
que é recomeço outra vez
Porque enquanto houver alguém
que estenda a mão na escuridão
enquanto um coração disser “fica”
e outro responder “não solto”
haverá sempre amanhã
E mesmo trêmula
mesmo ferida
mesmo pequena
a esperança florescerá
no solo mais improvável
alimentada pela força indestrutível...
...do amor.
Mário Margaride
15-02-2026

¡Qué bonito, Mario! Que nunca nos falte el amor y la esperanza.
ResponderEliminarEspero que tengas un buen día.
Tienes abierta la puerta a mi espacio también.
Un abrazo.
Este poema celebra a esperança persistente mesmo na adversidade, afirmando que o amor costura feridas, sustenta o coração e é abrigo nos tempos difíceis. A esperança é descrita como uma chama firme, capaz de emergir do chão e resistir à tempestade, alimentada pelo amor que acolhe, partilha e recomeça. No fundo, é a crença de que, enquanto houver empatia e compromisso entre pessoas, haverá amanhã.
ResponderEliminarDüsseldorf HELAU 🤡
Cada cidade possui o seu próprio grito de guerra; em Colónia usa-se o "Alaaf", enquanto em Düsseldorf e Mainz o grito é "Helau".
El amor y la esperanza como motor de vida. Me gustó mucho la poesía.
ResponderEliminarUn abrazo a la distancia.
Besos