Quando o céu se rasga em gritos de trovão
a noite desce mais cedo sobre as casas
o vento aprende nomes
chama por portas mal fechadas
arranca telhados como quem arranca memórias
A chuva não cai, invade
entra pelas ruas
pelos pulmões da terra
leva fotografias
cartas antigas
o pouco pão que sobrou na mesa
Cada gota pesa como um presságio
as árvores tombam em silêncio brutal
os rios esquecem as margens
e a água, que antes dava vida
agora cobra dívidas antigas
com juros de medo e lama
Há vozes presas nos andares baixos
olhos acesos na escuridão
mãos que seguram crianças
como se segurassem o próprio mundo
à beira de se desfazer
E entre escombros e sirenes cansadas
as populações aprendem de novo
a palavra recomeço
É pesada, frágil, mas necessária
para reconstruir abrigo
com o que restou
Quando a tempestade partir
não leva só nuvens
fica o chão ferido
ficam os nomes por contar
fica o eco dos que não voltam mais...
Mário Margaride
05-01-2026

Um poema tenebroso e belo sobre tempestade e reconstrução: devastação, perda e memória colectiva, seguido de um recomeço só possível no caminho difícil da reconstrução.
ResponderEliminarAbraço amigo, forte e solidário.
Boa noite, amiga Teresa.
EliminarInfelizmente, esta tragédia bateu-nos à porta. Algo que não estávamos habituados nem preparados para tanta violência. Esperemos que passe o mais depressa possível, para que se possa ir reconstruindo passo a passo...
Grato pela leitura, e solidário comentário.
Beijinhos e boa semana.
Bien, estupendo.
ResponderEliminarObrigado. Abraço.
EliminarMario, precioso poema, devastador, la naturaleza se cobra el daño sufrido.
ResponderEliminarSiempre es una delicia leerte Poeta.
Que tengas días felices y Dios quiera que el hombre aprenda a respetar su suelo.
Besitos Mario
Assim é amiga Mathilde. A natureza não poupa ninguém. Esperemos que passe rapidamente, para que a reconstrução se faça.
EliminarMuito obrigado, pela leitura e comentário.
Beijinhos e boa semana.
Olá, amigo Mário, esse seu excelente poema retrata os desastres da Natureza, revoltada que está contra o ser humano, em todo o mundo,
ResponderEliminarem especial no seu Portugal. Parabéns, Poeta Mário, pelo inspirado poema.
Grande abraço, amigo.
Assim é amigo Pedro. A natureza não poupa ninguém. Esperemos que passe rapidamente, para que a reconstrução se faça.
EliminarMuito obrigado, pela leitura e comentário.
Grande abraço, e boa semana.
Profundo poema. Temando un beso.
ResponderEliminarObrigado, amiga Alex.
EliminarBeijinhos e boa semana.
Amigo Mário, adorei esse seu poema, vi há pouco essa tragédia
ResponderEliminaraí em Portugal e é terrível.
Mas, contudo, o ser humano tem garra e dom para se refazer.
Aqui no Brasil, agora muito em São Paulo, a tragédia também está grande, e aqui no Sul, um calor insuportável.
Aplaudo seu belo poema, amigo.
Que melhore as coisas por aí.
Um beijo, amigo.
Olá, amiga Tais.
EliminarA natureza não poupa ninguém. Infelizmente passou por aqui. Esperemos que passe rapidamente, para que a reconstrução se faça.
Muito obrigado, pela leitura e gentil comentário.
Beijinhos e boa semana.
¡Os deseo un feliz fin de semana lleno de creatividad!
ResponderEliminarMuito obrigado, pela leitura e comentário.
EliminarAbraço e boa semana!
Un testo potente che trasforma la tempesta in memoria collettiva, dove la distruzione convive con il fragile ma necessario gesto di ricominciare.
ResponderEliminarUn saluto
Assim é amiga Silvia. A natureza não poupa ninguém. Infelizmente acontece um pouco por todo o mundo. Desta vez passou por aqui, por Portugal. Esperemos que passe rapidamente, para que a reconstrução se faça.
EliminarMuito obrigado, pela leitura e comentário.
Beijinhos e boa semana.
Mário, a natureza está mostrando seu descontentamento d com o desrespeito que recebe... Está se rebelando! Bela poesia tratando desse tema! Ótimo fds! abraços, chica
ResponderEliminarAssim é amiga chica. A natureza não poupa ninguém. Esperemos que passe rapidamente, para que a reconstrução se faça.
EliminarMuito obrigado, pela leitura e comentário.
Beijinhos e boa semana.
Muy profundo y lleno de realidad tu poema.
ResponderEliminarMuy bueno.
Un abrazo.
Obrigado, amiga Amalia, pela leitura e comentário.
EliminarBeijinhos e boa semana.
Amigo Mário, boa noite de paz!
ResponderEliminarQue cessem as tempestades aí e em outras partes do mundo, sobretudo as mentais que assolam a humanidade!
Tenha um final de semana abençoado!
Abraços fraternos
Esperemos que sim amiga Roselia.
EliminarA natureza não poupa ninguém. Esperemos que passe rapidamente, para que a reconstrução se faça.
Muito obrigado, pela leitura e comentário.
Beijinhos e boa semana.
O teu poema mostra bem a tragédia que se abateu sobre o nosso país e as suas duradouras consequências.
ResponderEliminarAbraço carinhoso, meu amigo, bom domingo.
Infelizmente assim é amiga São
EliminarA natureza não poupa ninguém. Esperemos que passe rapidamente, para que a reconstrução se faça.
Muito obrigado, pela leitura e comentário.
Beijinhos carinhosos, e boa semana com tudo de bom.
Um poema forte e emocionante. Não se pode ficar indiferente. Lindo...
ResponderEliminar-
I N T E M P É R I E... .
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Beijos e Bom fim de semana
Infelizmente assim são as tempestades, devastadoras.
EliminarMuito obrigado, pela leitura e comentário.
Beijinhos e boa semana.
A Natureza não se preocupa connosco, E nós também nos preocupamos cada vez menos com ela...
ResponderEliminarExcelente poema, gostei imenso.
Boa semana.
Um abraço.
Assim é amigo Jaime. A natureza não poupa ninguém. E nós a tratamos tão mal, de facto. Esperemos que passe rapidamente, para que a reconstrução se faça.
EliminarMuito obrigado, pela leitura e comentário.
Abraço e boa semana.
A chuva este ano a trazer tragédia e tristeza. O meu elogio para tão atual poema.
ResponderEliminar.
As maiores felicidades..
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“” Sorriso: o teu oásis de amor
““
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Assim é amigo Ricardo.
EliminarGrato, pela leitura e comentário.
Abraço e boa semana.
Um poema profundo e bem pertinente.
ResponderEliminarA natureza tem um poder imenso e tudo pode destruir.
Beijinhos
Assim é amiga Maria. A natureza não poupa ninguém. Esperemos que passe rapidamente, para que a reconstrução se faça.
EliminarMuito obrigado, pela leitura e comentário.
Beijinhos e boa semana.
Poema oportuno depois da tragédia que se abateu sobre o nosso país e onde tantas pessoas perderam tudo o que tinham e algumas até perderam a vida.
ResponderEliminarMuito sensível este seu poema.
Uma boa semana.
Um beijo,
Infelizmente assim é, amiga Graça. A natureza não poupa ninguém. Esperemos que passe rapidamente, para que a reconstrução se faça, e a tranquilidade regresse.
EliminarMuito obrigado, pela leitura e comentário.
Beijinhos e boa semana.
Boa noite Mário,
ResponderEliminarUm poema magnífico que exprime bem os sentimentos que nos têm abalado, pelas tempestades que têm assolado o nosso País.
Tudo muito triste e de lamentar.
Beijinhos,
Emília
Muito obrigado, amiga Emília, pela leitura e gentil comentário.
EliminarBeijinhos e ótimo fim de semana!