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segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

PORQUE SERÁ?


A cidade dorme, num sono profundo

lá fora…amanhece rapidamente

corre uma brisa, que nos desperta

do torpor do sono


A azáfama, começa de repente

a correria...toma conta das nossas vidas

absorvendo-nos

engolindo-nos

mais uma vez…


Esquecemos o que nos rodeia

nem sequer, olhamos para o lado

não temos tempo!?

ou simplesmente não queremos ver...!


Ali...alguém que pede esmola

acolá...uma criança abandonada

mais abaixo...um sem abrigo

que há muito perdeu a esperança


É assim na minha cidade

em todas as cidades

em todos os lugares

a história repete-se

esquecemos sempre

o que se passa à nossa volta

como se não víssemos

ou então…

pura e simplesmente ignoramos


Estaremos cegos…!

ou à nossa volta

criamos uma barreira glaciar

que nos gelou…

e nos tornamos insensíveis…!?


Porque será?


Mário Margaride



23 comentários:

  1. Esto no solo ocurre en tu ciudad. Vivimos en el mundo en el que hay tanto engaño que se hace más fácil ignorar...
    Un abrazo, Mario.
    Espero que tengas un buen día.

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  2. Tenws razão,Mario! E pior que é assim em todas as cidades! Reflexivo teu olhar! Bela poesia! abraços, chica

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  3. La indiferencia y el miedo nos domina. Te mando un beso

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  4. Maria,
    Acabei de vir lá do Pedro Luso
    e ele tambem compôs
    nessa linha que é tão
    pouco lembrada.
    Lindos versos querido amigo.
    Bjins de ótima nova semana.
    CatiahôAlc.

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  5. Un ritratto lucido e doloroso dell’indifferenza quotidiana, dove la fretta ci rende ciechi e il silenzio della coscienza pesa più del rumore della città.
    Un saluto

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  6. Amigo Mário, bom dia de paz!
    Sim, parece que as geleiras estão derretendo e vindo nos congelar a humanidade e os corações insensíveis.
    Um poema tão intenso nos sentimentos que muitos vivemos.
    Tenha dias abençoados!
    Abraços fraternos

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  7. Um poema profundo e sentido de uma triste e dolorosa realidade.
    Infelizmente o coração dos homens parece cada vez mais gelado ❄️
    Beijinhos

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  8. Compreendo muito bem o sentimento que te levou a escrever este triste poema, meu amigo.

    Te abraço com carinho, tudo de bom.

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  9. Un poema muy conmovedor .
    Y muy realista.
    Un abrazo.

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  10. Um poema triste, mas que que mostra aquilo que muitos de nós sentem!

    Bjxxx,
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  11. Una poesía profunda y sentida amigo Mario, desgraciadamente así es parece que siempre nos olvidamos y eso es lo triste. Besitos

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  12. Boa noite Mário,
    Outro poema magnífico e bem pertinente.
    Atualmente há muita insensibilidade e desamor pelo próximo.
    Gostei imenso!
    Beijinhos e continuação de boa semana.
    Emília

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  13. It saddens me to see how many people are in need while some governments spend so much money on brutal wars.
    (ꈍᴗꈍ) Poetic and cinematic greetings.

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  14. Claro, aquí tienes la traducción al portugués de ese comentario sobre el poema:

    ***

    Este poema —embora simples na forma— encerra um olhar crítico e melancólico sobre a vida urbana contemporânea. Estrutura-se como uma meditação sobre a rotina da cidade, o despertar coletivo e a perda de sensibilidade diante do sofrimento alheio.

    O tom oscila entre a observação serena do amanhecer e uma indignação contida diante da indiferença humana. O primeiro verso, “A cidade dorme, em um sono profundo”, coloca o leitor num estado de quietude quase metafísica: a cidade é personificada, adormecida como um organismo vivo. Quando “o amanhecer rompe rapidamente”*, inicia-se o ciclo frenético da modernidade. A calma dá lugar ao ritmo vertiginoso da vida urbana, simbolizado por “A pressa… se apodera de nossas vidas”.

    O poema utiliza uma estrutura fragmentada —com pausas, reticências e versos curtos— que reproduzem esse desassossego interior. A enumeração de figuras marginais —“alguém pedindo esmola”, “uma criança abandonada”, “uma pessoa sem lar”— introduz a dimensão social e moral do texto. O eu poético não se limita a descrever: levanta uma pergunta ética que interpela diretamente o leitor.

    A repetição de expressões como “em todas as cidades, em toda parte” universaliza a mensagem: a indiferença já não é um fenômeno local, mas global. O eu lírico conclui com um tom quase filosófico e dolorido: teremos construído uma “barreira glacial” ao nosso redor? Tornamo-nos “insensíveis”?

    O poema, na sua aparente simplicidade, propõe uma eflexão existencial sobre a alienação moderna: o contraste entre a vida mecânica e o esquecimento da compaixão. Aproxima-se do tom da crônica poética urbana de escritores como Mario Benedetti ou Fernando Pessoa, embora com uma voz mais direta e testemunhal.

    Saludos desde Barcelona -España-.

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  15. A maioria das pessoas ignoram as adversidades até que aconteçam com elas.

    Nova tirinha publicada. 😺

    Abraços 🐾 Garfield Tirinhas Oficial.

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  16. Mario, un triste poema que refleja una realidad total, la indiferencia avanza en todo el mundo.
    Siempre es una delicia visitarte.
    Que tengas un hermoso y feliz día
    Besos Mario

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  17. Bonjour très chère poète,
    Je découvre ton écrit avec délice.
    J’espère de tout cœur que tu vas bien.
    Très belle fin de semaine à toi

    Bisou de mon Eden 💋

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  18. Bom dia, caro Mário, que beleza de poesia social! A humanidade, com a era digital, congelou. Não há mais convívio pessoal onde o abraço fazia parte; hoje, são dedos em um teclado. Desculpe-me o atraso, mas ainda com uma LER bastante dolorida. Muita luz e paz. Abs

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  19. Muito obrigado, a todos os amigos e leitores pelos vossos gentis comentários.
    Beijos e abraços!

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  20. Lamentablemente el hombre lejos de su corazón, lejos de Dios..a quién mirara?, solo su camino lleno de falsas luces ...de qué hablar de compasión? una palabra que ha querido ser borrada para el hombre que solo busca su lujo y binestar...y lo peor es que no lo sepa..se hace esa indierencia a plena conciencia.
    ..........Abrazo.

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    Respostas
    1. Me traduce mal este sistema...lo que decia es que el hombre no oye su corazón ...menos oye a Dios...

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    2. Muito obrigado, amiga Meulen, pela leitura e comentário.
      Beijinhos!

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