A cidade dorme, num sono profundo
lá fora…amanhece rapidamente
corre uma brisa, que nos desperta
do torpor do sono
A azáfama, começa de repente
a correria...toma conta das nossas vidas
absorvendo-nos
engolindo-nos
mais uma vez…
Esquecemos o que nos rodeia
nem sequer, olhamos para o lado
não temos tempo!?
ou simplesmente não queremos ver...!
Ali...alguém que pede esmola
acolá...uma criança abandonada
mais abaixo...um sem abrigo
que há muito perdeu a esperança
É assim na minha cidade
em todas as cidades
em todos os lugares
a história repete-se
esquecemos sempre
o que se passa à nossa volta
como se não víssemos
ou então…
pura e simplesmente ignoramos
Estaremos cegos…!
ou à nossa volta
criamos uma barreira glaciar
que nos gelou…
e nos tornamos insensíveis…!?
Porque será?
Mário Margaride

Esto no solo ocurre en tu ciudad. Vivimos en el mundo en el que hay tanto engaño que se hace más fácil ignorar...
ResponderEliminarUn abrazo, Mario.
Espero que tengas un buen día.
Tenws razão,Mario! E pior que é assim em todas as cidades! Reflexivo teu olhar! Bela poesia! abraços, chica
ResponderEliminarLa indiferencia y el miedo nos domina. Te mando un beso
ResponderEliminarMaria,
ResponderEliminarAcabei de vir lá do Pedro Luso
e ele tambem compôs
nessa linha que é tão
pouco lembrada.
Lindos versos querido amigo.
Bjins de ótima nova semana.
CatiahôAlc.
Un ritratto lucido e doloroso dell’indifferenza quotidiana, dove la fretta ci rende ciechi e il silenzio della coscienza pesa più del rumore della città.
ResponderEliminarUn saluto
Amigo Mário, bom dia de paz!
ResponderEliminarSim, parece que as geleiras estão derretendo e vindo nos congelar a humanidade e os corações insensíveis.
Um poema tão intenso nos sentimentos que muitos vivemos.
Tenha dias abençoados!
Abraços fraternos
Um poema profundo e sentido de uma triste e dolorosa realidade.
ResponderEliminarInfelizmente o coração dos homens parece cada vez mais gelado ❄️
Beijinhos
Compreendo muito bem o sentimento que te levou a escrever este triste poema, meu amigo.
ResponderEliminarTe abraço com carinho, tudo de bom.
Un poema muy conmovedor .
ResponderEliminarY muy realista.
Un abrazo.
Um poema triste, mas que que mostra aquilo que muitos de nós sentem!
ResponderEliminarBjxxx,
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Una poesía profunda y sentida amigo Mario, desgraciadamente así es parece que siempre nos olvidamos y eso es lo triste. Besitos
ResponderEliminarBoa noite Mário,
ResponderEliminarOutro poema magnífico e bem pertinente.
Atualmente há muita insensibilidade e desamor pelo próximo.
Gostei imenso!
Beijinhos e continuação de boa semana.
Emília
It saddens me to see how many people are in need while some governments spend so much money on brutal wars.
ResponderEliminar(ꈍᴗꈍ) Poetic and cinematic greetings.
Claro, aquí tienes la traducción al portugués de ese comentario sobre el poema:
ResponderEliminar***
Este poema —embora simples na forma— encerra um olhar crítico e melancólico sobre a vida urbana contemporânea. Estrutura-se como uma meditação sobre a rotina da cidade, o despertar coletivo e a perda de sensibilidade diante do sofrimento alheio.
O tom oscila entre a observação serena do amanhecer e uma indignação contida diante da indiferença humana. O primeiro verso, “A cidade dorme, em um sono profundo”, coloca o leitor num estado de quietude quase metafísica: a cidade é personificada, adormecida como um organismo vivo. Quando “o amanhecer rompe rapidamente”*, inicia-se o ciclo frenético da modernidade. A calma dá lugar ao ritmo vertiginoso da vida urbana, simbolizado por “A pressa… se apodera de nossas vidas”.
O poema utiliza uma estrutura fragmentada —com pausas, reticências e versos curtos— que reproduzem esse desassossego interior. A enumeração de figuras marginais —“alguém pedindo esmola”, “uma criança abandonada”, “uma pessoa sem lar”— introduz a dimensão social e moral do texto. O eu poético não se limita a descrever: levanta uma pergunta ética que interpela diretamente o leitor.
A repetição de expressões como “em todas as cidades, em toda parte” universaliza a mensagem: a indiferença já não é um fenômeno local, mas global. O eu lírico conclui com um tom quase filosófico e dolorido: teremos construído uma “barreira glacial” ao nosso redor? Tornamo-nos “insensíveis”?
O poema, na sua aparente simplicidade, propõe uma eflexão existencial sobre a alienação moderna: o contraste entre a vida mecânica e o esquecimento da compaixão. Aproxima-se do tom da crônica poética urbana de escritores como Mario Benedetti ou Fernando Pessoa, embora com uma voz mais direta e testemunhal.
Saludos desde Barcelona -España-.
A maioria das pessoas ignoram as adversidades até que aconteçam com elas.
ResponderEliminarNova tirinha publicada. 😺
Abraços 🐾 Garfield Tirinhas Oficial.
Mario, un triste poema que refleja una realidad total, la indiferencia avanza en todo el mundo.
ResponderEliminarSiempre es una delicia visitarte.
Que tengas un hermoso y feliz día
Besos Mario
Magnífico. Obrigado.
ResponderEliminarBonjour très chère poète,
ResponderEliminarJe découvre ton écrit avec délice.
J’espère de tout cœur que tu vas bien.
Très belle fin de semaine à toi
Bisou de mon Eden 💋
Bom dia, caro Mário, que beleza de poesia social! A humanidade, com a era digital, congelou. Não há mais convívio pessoal onde o abraço fazia parte; hoje, são dedos em um teclado. Desculpe-me o atraso, mas ainda com uma LER bastante dolorida. Muita luz e paz. Abs
ResponderEliminarMuito obrigado, a todos os amigos e leitores pelos vossos gentis comentários.
ResponderEliminarBeijos e abraços!
Lamentablemente el hombre lejos de su corazón, lejos de Dios..a quién mirara?, solo su camino lleno de falsas luces ...de qué hablar de compasión? una palabra que ha querido ser borrada para el hombre que solo busca su lujo y binestar...y lo peor es que no lo sepa..se hace esa indierencia a plena conciencia.
ResponderEliminar..........Abrazo.
Me traduce mal este sistema...lo que decia es que el hombre no oye su corazón ...menos oye a Dios...
EliminarMuito obrigado, amiga Meulen, pela leitura e comentário.
EliminarBeijinhos!