A cidade dorme, num sono profundo
lá fora…amanhece rapidamente
corre uma brisa, que nos desperta
do torpor do sono
A azáfama, começa de repente
a correria...toma conta das nossas vidas
absorvendo-nos
engolindo-nos
mais uma vez…
Esquecemos o que nos rodeia
nem sequer, olhamos para o lado
não temos tempo!?
ou simplesmente não queremos ver...!
Ali...alguém que pede esmola
acolá...uma criança abandonada
mais abaixo...um sem abrigo
que há muito perdeu a esperança
É assim na minha cidade
em todas as cidades
em todos os lugares
a história repete-se
esquecemos sempre
o que se passa à nossa volta
como se não víssemos
ou então…
pura e simplesmente ignoramos
Estaremos cegos…!
ou à nossa volta
criamos uma barreira glaciar
que nos gelou…
e nos tornamos insensíveis…!?
Porque será?
Mário Margaride




